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Pouco lembrado no dia-a-dia, o sentido do olfato é fundamental para uma boa qualidade de vida. Quando uma pessoa sente bem os cheiros do ambiente, aprecia melhor o sabor da comida, está mais protegida de perigos domésticos (por exemplo, vazamento de gás) e se sente mais segura quanto a própria higiene pessoal.

Realizamos uma pesquisa com mais de 1800 pessoas para avaliar como os brasileiros e as brasileiras estão sentindo os odores. Publicada no periódico inglês Chemical Senses, demonstrou a superioridade desse órgão dos sentidos nas mulheres e nas pessoas mais jovens. Nesse artigo científico também foram disponibilizados dados normativos que funcionam como uma referência de como um paciente com queixa de olfato está em relação a população brasileira normal.

Utilizou-se para avaliação o Teste Olfatório da Universidade da Pensilvânia, conhecido como UPSIT, traduzido para o português e adaptado para a população brasileira. É um dos testes mais utilizados mundialmente para o exame do olfato e, agora, também está disponível no Brasil. Nesse teste é necessário tentar identificar corretamente 40 odores diferentes. Aos rasparem a região da página do teste que contém a fragrância, os examinados têm que aproximar do nariz e identificar o que se estão sentindo. Dentre os odores há os agradáveis como cheiros de algumas frutas e os desagradáveis como, por exemplo, o odor de fumaça.

São muitas as causas da perda olfatória, entre elas, rinossinusite crônica, desvio de septo nasal, rinite alérgica, traumas de cabeça, início de doenças demenciais como Alzheimer e Parkinson além de perdas olfatórias permanentes ou temporárias após quadros gripais.

Quer pela novidade de se realizar um teste para avaliar o olfato, quer pela dificuldade de adivinhar a substância que se cheira, o paciente se entretém ao realizar este exame. Com surpresa, muitos descobrem que sua capacidade de sentir cheiros não é tão boa quanto pensam.

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