A melhor resposta a essa pergunta é “depende”. Depende principalmente de três fatores: idade em que ocorreu a perda, o grau de diminuição de capacidade do olfato e o tempo decorrido desde a perda. Os estudos mais recentes não relacionaram a causa do problema olfatório com a menor chance de recuperação.
No entanto, sabe-se que as perdas de olfato relacionadas aos quadros de rinite e rinossinusites (o nome atualmente utilizado para “sinusites”) são na maioria dos casos reversíveis com medicações e/ou cirurgia. Já os casos decorrentes de trauma e pós-gripais, na maioria dos casos, apresentam uma recuperação mais pobre.
Resumindo, pessoas que iniciam quadro de perda olfatória em idade mais avançada, apresentando perda há mais tempo e de grau mais severo tem uma recuperação menor comparada às pessoas mais jovens, com diminuição do olfato mais leve e com menos tempo de início.
Referências:
1. Hummel T, Lötsch J.
Prognostic factors of olfactory dysfunction. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 2010 Apr;136(4):347-51.
2.London B, Nabet B, Fisher AR, White B, Sammel MD, Doty RL.
Predictors of prognosis in patients with olfactory disturbance. Ann Neurol. 2008 Feb;63(2):159-66.

